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quinta-feira, 7 de março de 2013

Argentina - USA - Itaipu e o Regime Militar Brasileiro



Itaipu e o Regime Militar

Retrato do Brasil – Lembranças e Lições para jovens (e velhos) esquerdistas.

Jessika G. A. Smuts



Nossos hermanos argentinos, sempre adoraram uma briga e isso me faz lembrar um bom amigo de infância que, com um corpo atlético, tipo bombado e com seus 1,65 de altura adorava provocar uma briga e com certeza só escolhia os caras enormes, muito mais fortes e apanhava sempre.

Mas voltando aos hermanos, eles se avaliavam mais europeus do que os parisienses e londrinos, viviam a fazer provocações aos seus vizinhos em especial ao Chile e ao Brasil e por incrível que possa parecer se consideravam muito superior aos brasileiros, afinal não tinham a nossa miscigenação, eram arianos puros.

Em virtude dessa rivalidade o Exército do Brasil (III Exército), que guarnecia a nossa “Fronteira Sul” era o mais forte do país, todos os melhores equipamentos e as melhores armas eram a ele destinados, nossas defesas sulinas levavam a quase totalidade das verbas para a defesa do Brasil.

Tanto que os maiores Presidentes e Generais eram gaúchos -- nossos irmãos que estão na primeira linha de fogo. (ainda bem, que os hermanos só viviam de bravatas).

Acontece que...

Os Presidentes Militares do Brasil sabedores desta estória, e que de bobo não tinham nada, resolvem construir o megaprojeto de Itaipu.

Oppss!

Mataram dois (ou três) coelhos com uma cajadada.

O coelho menor:

Resolveram a questão fronteiriça com o Paraguay que se estendia desde a Guerra com aquele país.

O coelho intermediário:

A energia elétrica, pois Itaipu abastece hoje 25% do consumo brasileiro, ou 12,6 milhões de quilowatts que significa só em termos ilustrativos o consumo de trinta anos da cidade de Curitiba. E como o sócio igualitário não consume toda a sua parte na energia, exporta a sobra ao Brasil.

 O coelho maior:

Os hermanos que de tonto também não tem nada, rapidamente perceberam que com a construção de Itaipu, teriam que se acalmar e baixar a bola, pois um simples apertar de botões com a abertura das comportas suas principais cidades seriam inundadas e bye, bye Buenos Aires, bye, bye hermanos que seriam todos afogados com os 40 Km3 de água no cangote.

Ou alguém acredita que eles ficaram amiguinhos à toa?

Mas voltando ao que interessa:

Os argentos começaram uma enorme campanha contra o Brasil e a construção da hidroelétrica, buscaram apoio da comunidade internacional, apoio de ONGs alienígenas e dos Estados Unidos da América, que prontamente se posicionou contra a construção da hidroelétrica.

Mais o Brasil era governado por um militar gaúcho filho de alemães, macho pra caramba e que a PeTezada adora malhar sem conhecer a história.

Ernesto Beckmann Geisel era o nosso General Presidente que tinha como seu incentivador o também General e irmão Orlando Geisel, com eles não tinha “disque me disque”, mandaram fazer a construção a “toque de caixas” designando o Ministro Coronel Mario Andreazza para comandar a realização, contra tudo e contra todos. O mundo inteiro apoiava a Argenta, com a desculpa que a hidroelétrica iria atingir e acabar com o meio ambiente e matar os passarinhos (flora e fauna) do local. 

A Argenta era presidida pelo General Jorge Rafael Videla Redondo  um  militar que “apeou” do governo a senhora presidenta Maria Estela Martínez de Perón, o general solicitou uma audiência com o seu homologo brasileiro.

Ao contrário ou perto de Geisel que era um homem de estatura alta e grande o argento era um raquítico.
Na hora aprazada Jorge Videla chega ao Palácio do Planalto acompanhado de cinco oficiais generais argentinos que integravam o seu “staff”, e foi logo dizendo:
- Você não pode construir essa “mierda”, pois precisa de uma consulta prévia aos países vizinhos, porque são águas internacionais e vai causar enormes prejuízos à navegação fluvial, vai inclusive atrapalhar a construção das hidrelétricas de Yaciretá-Apipe e Corpus.

Geisel calmamente levanta de sua mesa, segura o argentino pelo pescoço e o arrasta para fora, para o espanto de todos os presentes e diz:

-Construirei sim, e ponha daqui para fora imediatamente.

O General argentino saiu “vendo azeite” e retornou na mesma hora a sua terra. 

A guerra pareceu iminente, tropas foram mobilizadas e colocadas de prontidão em toda a área fronteiriça.

Mas para espanto de muitos:

A Argentina pleiteava a soberania de três ilhas pertencentes ao Chile no Canal de Beagle, Picton, Lennox e Nueva, a questão foi submetida à arbitragem da Coroa Britânica.

Em 1977 a Coroa britânica deu ganho de causa ao Chile, o legitimo proprietário das ilhas, essa decisão provocou uma imediata reação do Governo Argentino, a guerra novamente pareceu iminente no ano de 1978 e a tensão somente diminuiu com a intervenção da Santa Sé, com João Paulo II que abriu novo processo de mediação e foram desmobilizadas as tropas de ambos os lados.

O Tratado de Paz e Amizade assinado em 1984, pois fim ao conflito, sendo certo que a soberania chilena sobre as ilhas se tornou indiscutível.

O Chile era considerado um país amigo do Brasil e foi um dos poucos  países do mundo a apoiar a construção de Itaipu.

Na época armas brasileiras foram entregues ao governo chileno que recebeu o apoio do nosso governo.

Hoje Itaipu funciona a pleno vapor e dá emprego a PeTezada, os hermanos se tornaram nossos amigos, USAmericanus não botam fé na Argenta e os chilenos não são bolivarianos. 

E para completar os ingleses tem a soberania sobre as Falklands.



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