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quarta-feira, 20 de março de 2013

USA - O dia em que a Delta Airlines perdeu duas clientes...

Boeing 777 da Delta Airlines


Jessika G. A. Smuts



Após quinze dias de pesados exercícios sobre as Colinas de Golan e sobre o Mar Mediterrâneo nosso equipamento entra em manutenção de rotina e eu e minha colega Anne, piloto artilheiro do nosso Apache que carinhosamente o chamamos de "sled" em homenagem ao blackbird e porque desliza sobre o deserto, partimos para um merecido final de semana (esticado) nos Estados Unidos. 

O roteiro foi preparado por Anne que aproveitou para matar as saudades de parentes na Geórgia. Poucas bagagens, que já estavam previamente arrumadas e lá fomos nós. O voo da El Al foi calmo e como dizem no Brasil "com Céu de Brigadeiro". 

Dois dias em Atlanta, onde as visitas aos familiares de minha colega foram muito acolhedoras, visitas ao Geórgia Aquarius na Baker Street Northwest, após, novamente vamos a procura dos shoppings da cidade, afinal não existe garota que não os curta, comprinhas básicas são feitas, algumas paqueras também básicas. 

Mas Anne adora dizer que para sobreviver no mundo globalizado tinha que viver com a complexidade e contradição, sendo apoiada pela sua própria família em sua capacidade de viver segredos. 

Domindo, malas prontas, e novamente vamos voar, o destino agora é Washington, passagens nas mãos e lá fomos-nos. 

O voo é pela companhia Delta Airlines

Ao adentramos na aeronave, logo me acomodei perto de uma janela, afinal qual piloto não curte as alturas? Anne ao meu lado. 

Ao nosso lado um veterano piloto de helicópteros Tenente Coronel do US Army, também se acomodou. 

As portas são fechadas o voo é iniciado e ai... 


Ai a coisa complicou...


Um portador de deficiência física, em uma cadeira de rodas solta no corredor, os comissários de bordo correm para segurar a cadeira, o jovem cadeirante com próteses nas duas pernas não consegue se segurar, começam as humilhações. 

O "Copila" um sujeito ignorante aparece, o voo já estava atrasado. Várias discussões nos corredores, o cadeirante se identifica como sendo o Mariner Lance Cpl. Christian Brown, veterano do Afeganistão onde perdeu as pernas ao pisar em um explosivo.

Os comissários de bordo da Delta começam um diálogo ríspido com o cadeirante.

O jovem Mariner então com os olhos rasos d’água disse: 


- Eu dei tudo o que eu podia dar pelo meu país e é desta maneira que eu estou sendo tratado? É assim que serei tratado para sempre? 



O espírito brasileiro falou mais alto, cheguei perto do "copila" e lhe disse: 

-Sou Capitã da Força Aérea e se fosse na minha terra você já estava preso, crie vergonha na cara e veja que o rapaz é um herói que sacrificou o seu hoje,  para você viver o amanhã. 


Os passageiros da primeira classe ofereceram para trocar de lugar com o Mariner.

Porém, os comissários da Delta não permitiram. Sob a alegação que as portas já estavam fechadas. A humilhação foi total. A aeronave finalmente aterrizou em Washington com muitos passageiros horrorizados com o tratamento despendido ao ex-combatente. 

Já no solo...
Nós aproximamos do Mariner e Anne o abraçando lhe disse:

-Obrigado Christian, foi uma honra voar com você.

E com certeza a Delta Airlines perdeu duas clientes, pois Anne e eu nunca mais voaremos nessa empresa.


* Jessika G. A. Smuts é brasileira/israelense, jornalista, escritora, instrutora de Krav Magá, militar e pilota um helicóptero AH-64D.



Nota do editor: Copila = Copiloto.









O Príncipe e a segunda Força Aérea do Mundo no deserto...








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2 comentários:

Renata Mundim disse...

Pois então a Delta perdeu três passageiros…
Passei por uma humilhação enorme ao faze ro check-in ontem em São Paulo. Um funcionário chamado "Paulo", responsável pelo pré check-in se recusou a colocar uma etiqueta de frágil na minha mala, dizendo que perfumes não são frágeis. Só que ele fez isso aos berros! Meu namorado estava me ajudando na fila com a bagagem, porque o check-in da delta demora horassssss, e o cara simplesmente "expulsou" ele da área de pré check-in. Quando falei com ele que por favor, só fizesse seu trabalho e me deixasse seguir porque eu estava cansada e com fome, ele gritou que isso não era problema dele e que se eu reclamasse mais uma vez ele ia me "impedir de voar". Engoli o choro, porque realmente estava cansada e com fome, fiz meu check in final e saí dali arrasada. As pessoas que estavam atrás de mim vieram me consolar, porque ouviram tudo e ficaram horrorizadas. Pra completar chego em meu destino final e nada de mala. Já se passaram 8 horas e não sabem onde estão minha bagagem.
DELTA-NUNCA MAIS!!!!!!

Renata Mundim disse...

Pois então a Delta perdeu três passageiros…
Passei por uma humilhação enorme ao faze ro check-in ontem em São Paulo. Um funcionário chamado "Paulo", responsável pelo pré check-in se recusou a colocar uma etiqueta de frágil na minha mala, dizendo que perfumes não são frágeis. Só que ele fez isso aos berros! Meu namorado estava me ajudando na fila com a bagagem, porque o check-in da delta demora horassssss, e o cara simplesmente "expulsou" ele da área de pré check-in. Quando falei com ele que por favor, só fizesse seu trabalho e me deixasse seguir porque eu estava cansada e com fome, ele gritou que isso não era problema dele e que se eu reclamasse mais uma vez ele ia me "impedir de voar". Engoli o choro, porque realmente estava cansada e com fome, fiz meu check in final e saí dali arrasada. As pessoas que estavam atrás de mim vieram me consolar, porque ouviram tudo e ficaram horrorizadas. Pra completar chego em meu destino final e nada de mala. Já se passaram 8 horas e não sabem onde estão minha bagagem.
DELTA-NUNCA MAIS!!!!!!